Vacinas de COVID-19 usadas no Brasil e nos Estados Unidos

David Bishop, estudante da UCF, não pretende ser vacinado por causa das histórias que escutou dos outros. 

Depois de um ano de incerteza em volta do mundo inteiro, os primeiros estágios de distribuição da vacina de coronavírus finalmente começaram.

O Brasil atualmente tem duas vacinas acessíveis, CoronaVac e AstraZeneca. CoronaVac é um tipo comum de vacina que tem o vírus inativo para o nosso corpo aprender como proteger contra o vírus. AstraZeneca é um pouco diferente porque é feita com adenovírus de chimpanzé, que carrega uma proteína do vírus para induzir uma resposta no nosso corpo contra a proteína sem causar nenhum tipo de doença.

As vacinas aprovadas nos Estados Unidos, Pfizer e Moderna, são feitas com uma tecnologia de mRNA mais nova que a do Brasil. Essas vacinas ensinam o nosso corpo como criar a proteína para induzir uma resposta contra o vírus.

De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a vacina do Johnson & Johnson, aprovado depois pela FDA, tem uma eficácia de 66% e testes iniciais mostram que induz proteção contra casos assintomáticos.

De acordo com a CDC, as vacinas usadas no Brasil têm eficácia de 50% a 78% contra sintomas leves ou moderados e a eficácia é ainda maior contra sintomas graves. Pfizer e Moderna tem uma eficácia acima de 90% mas não podemos comparar a eficácia de vacinas diferentes.

Vacinas de COVID-19 usadas no Brasil e nos Estados Unidos

Karina Armalho Porto Luci, professora de Biologia da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia. 

“Os critérios que foram utilizados para dizer que uma vacina é eficaz em um estudo é diferente de outro estudo", disse Karina Armalho, Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia. "Então é complexo comparar a eficácia de uma vacina com a eficácia de outra vacina porque os critérios foram diferentes”.

No Brasil e nos Estados Unidos, tem um movimento enorme de medo contra tomar a vacina, muita dessa preocupação vem da vacina ser criada a tempo recorde.

“Muitos amigos da minha avó estão tendo muitos problemas com a vacina. E eu peguei coronavírus verão passado e eu só perdi meu sentido de paladar e olfato e eu tava bem depois disso. Eu acho que eu tenho um sistema imune muito bom, eu quase não fico doente e quando fico nunca é ruim então eu não tenho problema de pegar coronavírus. Eu acho que eu ia ter mais problemas com a vacina só pelas histórias de outras pessoas”, disse David Bishop, estudante da UCF.

De acordo a uma pesquisa com 600 alunos da Universidade de Conneticut, 30% dos estudantes universitários não pretendem ser vacinados e 25% não têm certeza. Outras pesquisas encontraram resultados semelhantes.

Com toda essa incerteza, é difícil saber quem ou qual informação confiar, mas Armalho disse que espera que as pessoas vão confiar em informação baseada em medicina e não baseada em medo.

“Eu dizia para que essas pessoas se baseiam em informações atestadas e embasadas na ciência", disse Armalho. "Que elas procurem fontes dignas de informação e que elas de fato acreditem no poder da ciência, no poder da medicina”.

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